Os depoimentos de Barusco, divulgados nesta quinta-feira pela Justiça Federal do Paraná, serviram para que a Polícia Federal deflagrasse a nona fase da Operação Lava Jato, que cumpriu mandados em São Paulo, Rio, Bahia e Santa Catarina, além de levar João Vaccari para depor.
Segundo o delator, a divisão da propina se dava da seguinte forma: dois terços para João Vaccari e um terço para 'Casa 1' e 'Casa 2'.
Casa 1, segundo o ex-gerente, era o termo usado para o pagamento de propina no âmbito da Petrobras, especificamente para o diretor de Serviços Renato Duque e Roberto Gonçalves; Casa 2, referia-se ao pagamento de propinas no âmbito da Setebrasil, por parte de João Carlos de Medeiros Ferraz, presidente da empresa e, posteriormente, também houve a inclusão de Eduardo Musa, diretor de participações da empresa.
Pedro Barusco disse ainda que o então diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, pedia semanalmente R$ 50 mil de propina cobrada em contratos com a Petrobras. Mesmo depois de ter deixado o cargo, em 2012, Duque continuou recebendo essa quantia em uma conta no exterior. Ele afirmou que a propina de Duque era depositada em cinco bancos da Suíça. Além de Duque, Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, também recebia propina da área de Serviços.
O ex-gerente da estatal confirmou também que recebeu propina da construtora Odebrecht e da empresa holandesa SBM em contas no exterior. Segundo ele, os operadores que negociaram a propina são Julio Faerman e Mario Góes. A Polícia Federal disse que Faerman seria o responsável por intermediar a propina da SBM em operações da Petrobras. Em troca, a companhia holandesa conseguiria contratos de locação de plataformas para exploração de petróleo. Os valores desse negócio poderiam chegar a R$ 10 bilhões.*Jornal do Brasil

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