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 FUNCEME Mais uma chuva como a de sábado e CE bate média histórica de fevereiro.

FUNCEME Mais uma chuva como a de sábado e CE bate média histórica de fevereiro.




Se houver outra sequência de dias de chuvas volumosas, como as do último fim de semana, o Ceará ultrapassa a média histórica para o mês de fevereiro, que é de 118,6 milímetros (mm). A indicação é do meteorologista David Ferran, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O sábado, 11, e o domingo, 12, somaram a média de 57,4 mm no Ceará, alcançando 152 municípios. Até o domingo, a média acumulada no mês era de 86,3 mm. Assim, restam 32,3 milímetros para que o volume histórico de fevereiro seja alcançado.

Em prognóstico divulgado em janeiro, a Funceme apontou 40% de chances para chuvas dentro da média e de 30% para chuvas acima da média entre fevereiro e abril. Tomando como parâmetro o sábado, dia com a maior média de chuvas este ano no Estado (37,4 mm), e comparando com as médias históricas para cada um dos quatro meses da quadra chuvosa, seriam necessários 15 dias com precipitações iguais a do dia 11 para que a previsão da Funceme, de chuvas na média, se confirmasse.

As chuvas do fim de semana tiveram como uma das causas a proximidade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema meteorológico vinculado à quadra chuvosa no Estado. Das 7h de domingo às 7h de sábado, as maiores chuvas foram em Palhano (88 mm), Missão Velha (82,2 mm), Aracati (82 mm), Acaraú (80,4 mm) e Crateús (61 mm).

Imagens de satélite, às 15 horas de ontem, indicavam a atuação a ZCTI no Estado, foi ela a causadora da chuvinha de fim de tarde que refrescou a Capital e, principalmente, a Região Norte. Acostumado às chuvas no início da manhã, a chuva pegou desprevenido o fortalezense. O mototaxista Raimundo Gomes, 41, vê na sequência de dias brancos a esperança pelo fim da seca se renovar. “Com três dias seguidos chovendo, eu voltei a acreditar num bom inverno”.

Para hoje, está prevista nebulosidade variável com chuva no Norte e no Centro-Sul.


Fonte: O Povo

Funceme agora prevê Sol forte e cearenses preparam guarda-chuvas e roupas de frio

Funceme agora prevê Sol forte e cearenses preparam guarda-chuvas e roupas de frio
Desacreditada, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulgou hoje mais um boletim sobre a previsão do tempo na área de Fortaleza e adjacências. Segundo o órgão, um Sol de rachar a cabeça vai surgir a partir das 5:30 da manhã, a máxima deve chegar aos 43º, quando o relógio marcar 9:00. Para a alegria dos cearenses da capital e do interior, quando a Funceme faz uma previsão de calor é sinal que pode chover no mesmo dia da quintura.

E é exatamente isso que Dona Rosângela Pereira pensa e segundo ela, a previsão errada já aconteceu várias vezes. Dona Rosa, como é conhecida, já falou para sua filha levar guarda-chuva, capas, vestir camisa de manga longa e levar itens de natação para se locomover nas ruas da capital cearense, tudo isso no calor. "Eu peço pra minha menina levar até uma boia porque as avenidas e ruas ficam cheias d'água parecendo as piscinas do Beach Park", afirma.

*Fonte Jornal do Absurdo

Cariri é a região com maior número de cidades banhadas pelas chuvas

Cariri é a região com maior número de cidades banhadas pelas chuvas

De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) choveu em, pelo menos, 17 cidades do cariri cearense. Apesar de ter sido a região com maior número de municípios banhados pelas chuvas, foi na região da Ibiapaba em que se concentrou os maiores volumes.

A cidade de Ipu obteve o maior registro, com 70 milímetros, seguidos por Hidrolândia (65 mm) e Guaraciaba do Norte (62 mm). O quarto maior registro pluviométrico foi na cidade de Ipaumirim (62 mm), no Cariri. Em Juazeiro do Norte, choveu 25 mm; Crato, 28 mm, e em Barbalha, apenas 5.5 mm. Ao todo, entre as 7 horas de ontem e 7 horas desta segunda-feira (21), a Funceme registrou precipitações em 77 dos 184 municípios cearenses.

De acordo com a Funceme, “essa nebulosidade deve-se a presença da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema indutor de chuvas no estado do CE no período de fevereiro a maio, que no momento encontra-se afastada do Nordeste Brasileiro”.

A previsão para o longo do dia é nebulosidade variável com possibilidade de chuva na faixa litorânea e sul do Ceará. Nas demais regiões, céu parcialmente nublado.

Funceme registra chuvas em 70 municípios cearenses

Funceme registra chuvas em 70 municípios cearenses

Choveu em 70 municípios do Ceará nas últimas 24 horas, segundo relatório da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A maior precipitação ocorreu no município de Groaíras, com 114 milímetros. Em Fortaleza, houve acúmulo de apenas 0,5 milímetros.

Além de Groaíras, Coreaú se destacou entre as maiores chuvas do Ceará, neste relatório da Funceme, com 102 milímetros de precipitação. Os municípios foram seguidos por Barro (65,6 mm), Cariré (62 mm) e Graça (60 mm).

De acordo com a Funceme, choveu em 87 postos pluviométricos do Ceará. A previsão para esta sexta-feira, 11, é de nebulosidade com chuvas isoladas em todas as regiões do Estado.

Neste sábado, a Fundação prevê um dia com nebulosidade variável com possibilidade de chuva na faixa litorânea e centro-sul do Ceará. Nas demais regiões, céu parcialmente nublado. Neste domingo, a previsão é de nebulosidade variável com possibilidade de chuvas isoladas em todas as regiões do estado.

Açudes no Ceará


Segundo a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), apenas um açude está sangrando no Ceará. O Caldeirões, em Saboeiro, atingiu o seu limite máximo de armazenamento.

Atualmente, seis açudes estão com volumes acima de 90% da capacidade. Além de Caldeirões, Trici, em Tauá, com 94,15%; Gameleira, em Itapipoca, com 91,89%; Quandú, em Itapipoca, com 90,4%; Maranguapinho, em Maranguape, com 91,6%; e Colina, em Quiterianópolis, com 99,68%. Estão com volumes inferior a 30% no Ceará 128 açudes.

As 10 maiores chuvas por Municípios no dia:

Groaíras (Posto: Groairas) : 114.0 mm

Groaíras (Posto: Capim 1) : 114.0 mm

Coreaú (Posto: Ubauna) : 102.0 mm

Barro (Posto: Brejinho) : 65.6 mm

Cariré (Posto: Carire) : 62.0 mm

Graça (Posto: Graca) : 60.0 mm

Coreaú (Posto: Aroeiraz) : 56.0 mm

Ubajara (Posto: Ubajara) : 53.6 mm

Ipueiras (Posto: America) : 51.8 mm

Viçosa Do Ceará (Posto: Viçosa Do Ceara) : 51.4 mm

Chuvas voltam a banhar intensamente o Estado

Chuvas voltam a banhar intensamente o Estado

Depois de um veranico prolongado, superior a 30 dias, voltou a chover no Interior do Ceará. A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrou, ontem, precipitações em 85 municípios. A maior foi verificada em Umari, no sudeste do Estado, (125mm); seguida de Iguatu (86mm) e Quixelô (82mm), na região Centro-Sul; Quiterianópolis, nos Inhamuns, (79mm) e Orós (70.4mm).

As chuvas foram ocasionadas pela aproximação da borda oeste do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), sistema atmosférico que está estacionado no leste do Oceano Atlântico, próximo ao Rio Grande do Norte e à Paraíba. Há previsão de novas chuvas para hoje e amanhã. "É um sistema que não é típico dessa época do ano, mas que está atuando sobre o Ceará, favorecendo ocorrência de chuvas no noroeste do Estado", explicou o meteorologista da Funceme, Raul Fritz.

As chuvas que banharam grande parte do Estado ocorreram na noite de terça-feira e madrugada de ontem. Foram caracterizadas por apresentar pluviometria variada em um mesmo município. Em Iguatu, por exemplo, a Funceme registrou no bairro Esplanada (86mm), no Centro (78mm), no Barro Alto (85mm), no sítio Penha (68mm) e na Barra do Trussu (60mm).

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que é o principal sistema causador de precipitações no Semiárido nordestino durante a quadra chuvosa (fevereiro a maio), ainda permanece afastada da costa cearense. A aproximação de uma borda da ZCIT está provocando chuvas nos últimos dias no Pará e no Maranhão. "Há uma expectativa de que, na segunda quinzena deste mês, a ZCIT esteja mais próxima do Ceará e possa provocar chuvas", disse Fritz.

O meteorologista explica que, mesmo em ano caracterizado por seca, ocorrem chuvas isoladas. "Vamos ter eventos provocados pela Zona de Convergência. As condições gerais, entretanto, mostram que a pluviometria deve ficar abaixo da média, segundo as previsões iniciais", frisa.

Ainda de acordo com Fritz, a chuva registrada na noite de terça-feira, em Crateús, também foi ocasionada pela atuação do VCAN. A precipitação, de 67mm, foi concentrada em meia hora. O suficiente para alagar ruas, invadir casas de áreas baixas e deixar um morto. O sapateiro Jonas Januário do Nascimento, 55, seguia de bicicleta, quando foi arrastado, na Rua Padre Cícero até a Rua Antônio Tomás, no bairro Fátima I. Segundo testemunhas, ele foi levado pela correnteza para um bueiro. "Duas pessoas tentaram socorrê-lo, mas não conseguiram", disse o radialista, Alex Melo. O corpo foi encontrado, após a chuva, enganchado em uma cerca.

O coordenador da Comissão Municipal de Defesa Civil de Crateús, Teobaldo Marques, disse que a chuva foi muito intensa. "Foi uma verdadeira tromba d'água. Veio de uma vez, com vento e relâmpago, inundando ruas de vários bairros", contou.

Novo prognóstico da Funceme aponta poucas chuvas até maio no Ceará

Novo prognóstico da Funceme aponta poucas chuvas até maio no Ceará

“Segue tendência de poucas precipitações até o fim da quadra chuvosa. Não é a informação que gostaríamos de passar, mas, como instituição, temos o dever de mostrar os riscos para os tomadores de decisão”, afirmou Eduardo Sávio Martins, presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) fazendo referência ao prognóstico climático elaborado para os meses de março, abril e maio de 2016 no Ceará. O documento foi finalizado nessa segunda-feira, (22/02). Segundo esta nova previsão, há 70% de probabilidades de o Estado ter chuvas na categoria abaixo da média no próximo trimestre. As chances de haver precipitações na categoria em torno da média é de 25% na categoria acima da média é 5%.

O principal fator que influencia essa perspectiva de persistência da seca no Ceará é a atuação do El Niño, que traz impactos negativos no regime de chuvas do Estado principalmente nos meses de abril e maio. Assim como observado no prognóstico anterior, divulgado em janeiro, a intensidade elevada do El Niño diminui as chances de precipitações mais regulares no Ceará.

“Significa dizer que a maior probabilidade é de que o acumulado de chuvas nos meses de março, abril e maio não consiga atingir a categoria em torno da média histórica. Já comunicamos aos setores estratégicos sobre essa tendência negativa. Agora, o que devemos fazer é nos preparar para um cenário mais complicado e conscientizar a população a fazer uso responsável da água, pois a situação dos açudes preocupa, com apenas 12,7% da capacidade total do Estado”, adverte Martins.

Oceano Atlântico

Além do El Niño intenso no Oceano Pacífico, as condições do Oceano Atlântico mostram-se neutras às chuvas no Ceará, com aquecimento na parte norte e sul da bacia. “O somatório desses dados dos oceanos e de outras variáveis é que resultam na previsão gerada pelo conjunto de modelos atmosféricos. Infelizmente não há um quadro favorável para chuvas numa intensidade capaz de reverter os impactos que estiagem traz ao Estado desde 2012”.

Funceme registra chuvas em 51 municípios cearenses neste sábado

Funceme registra chuvas em 51 municípios cearenses neste sábado

Fortaleza e mais 50 municípios cearenses amanheceram com chuva forte e muito vento neste sábado. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o motivo é a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN – sistema de circulação horária a aproximadamente 12km de altura) na região Nordeste do Brasil. A ZCIT é o principal sistema meteorológico que atua durante a quadra chuvosa no Estado.

Entre a noite de sexta-feira (19) e a manhã deste sábado (20), muita chuva em várias partes do Ceará. Fortaleza registrou uma das maiores do ano, com 78 milímetros de precipitação, segundo a Funceme (Fundação Cearense de Metereologia e Recursos Hídricos). Os dados foram coletados no posto de verificação da Água Fria.

Falta de chuvas em fevereiro já preocupa por perda de safra

Falta de chuvas em fevereiro já preocupa por perda de safra

A estiagem que castiga o sertão cearense nesse mês de fevereiro preocupa os agricultores e já afeta o crescimento do plantio de milho e feijão. A lavoura sofre o ataque de pragas (lagarta) e as folhas já estão murchando. Há municípios que não registram chuva nos últimos 15 dias e outros tiveram apenas precipitações localizadas e de reduzida pluviometria.

A esperança de um bom inverno que invadiu o coração do sertanejo, aos poucos começa a se desfazer, no Interior do Ceará. A alegria com a chegada de boas chuvas, na segunda quinzena de janeiro passado, aos poucos começa a se transformar em preocupação. O sol persiste quente, as nuvens se desfizeram e o tempo permanece desfavorável para a ocorrência de precipitações.

No campo, os agricultores já reclamam da falta de chuva. "Estava bom, corremos para preparar a terra e plantar", disse o produtor rural Manoel Alves, do Sítio Estrada, zona rural de Iguatu. "Plantei um hectare de milho e outro de feijão, mas a lavoura começa a murchar e parece que vou perder tudo, se não chover logo", disse.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iguatu, Evanilson Saraiva, confirmou o quadro de preocupação entre os agricultores. "Infelizmente, a situação começou a ficar crítica", disse. "Muita lavoura vai se perder nos próximos dias".

Até ontem, fevereiro registrava um déficit médio de chuva de 64%, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Em média, choveu apenas 45mm. O esperado para o período é de 127mm. Diferentemente de janeiro (pré-estação chuvosa) que registrou pluviometria acima 97% da média histórica do mês que é de 98.7mm.

Fevereiro é o primeiro mês da quadra chuvosa, que vai até maio. No próximo dia 20, a Funceme vai divulgar o segundo prognóstico, para os meses de março, abril e maio. De acordo com o meteorologista, David Ferran, a tendência é de ocorrer chuva abaixo da média para o período. "Os índices devem permanecer parecidos com os divulgados no primeiro prognóstico", disse. "O El Niño continua intenso e deve afetar o sistema de chuva no Semiárido nordestino".

Percentuais

Caso as previsões sejam confirmadas será o quinto ano seguido de chuvas abaixo da média, no sertão cearense. Em 20 de janeiro passado, a Funceme divulgou a primeira previsão para os meses de fevereiro, março e abril, em três categorias. Os dados indicaram que havia 65% de probabilidade de as chuvas ficarem abaixo da média; 25% em torno da média e 10% acima da média. Há um mês, o presidente da Funceme, Eduardo Sávio, mostrava cenário desfavorável por causa da presença do El Niño (aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico). "A análise dos campos atmosféricos e oceânicos de grande escala, além dos resultados de modelos numéricos globais e estatísticos indicam uma persistência da situação que já estamos vivendo, de escassez de chuvas", disse.

Adversidade

Dados da Funceme mostram que há municípios que não registraram chuva neste mês: Granjeiro, Jucás, Saboeiro e Massapé são exemplos. Outros tiveram reduzida pluviometria: Penaforte (1mm), Altaneira (2.6mm), Aiuaba (3mm) e Tarrafas (4mm). Curiosamente, entre os dias 15 e 30 de janeiro passado houve boas chuvas em Aiuaba e Saboeiro, na região dos Inhamuns, enchendo riachos e rios, mas, neste mês de fevereiro, o quadro ficou totalmente adverso. "Não tivemos chuva e quem plantou com aquela forte esperança de um bom inverno, demonstra preocupação porque a lavoura já sente a estiagem", disse a coordenadora da Empresa de Assitência Técnica e Extensão Rural (Ematerce), em Saboeiro, Aparecida Lavor. Depois de quase 20 dias sem chuva, vem o ataque de lagartas e a folha da plantação já começa a murchar.

O meteorologista David Ferran esclareceu que permanece a previsão de chuvas localizadas nas regiões Centro e Norte do Estado, mas frisou que, em ano de ocorrência do El Niño, os estudos demonstram que as precipitações vão sendo reduzidas a partir de março.

Desfavorável

O deslocamento do sistema Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), nas duas últimas semanas, foi desfavorável à continuidade das chuvas que banharam o sertão cearense no decorrer da segunda quinzena de janeiro. A preocupação é maior porque será o quinto ano seguido de estiagem e os reservatórios estão perdendo volume. Atualmente, a média dos 153 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) é de 12,8%. Um índice extremamente baixo para enfrentar mais um período longo de escassez de chuva.

Se o atual quadro de chuvas abaixo da média, sem recarga nos açudes, persistir nos próximos três meses, o Ceará vai enfrentar um cenário ainda mais grave de desabastecimento nas áreas urbanas. "O governo faz o monitoramento semanal da situação e está adotando as medidas necessárias", frisou o titular da Secretária de Recursos Hídricos (SRH), Francisco Teixeira. Com a perda de água nos reservatórios, o programa de adutoras emergenciais deve ficar comprometido com o passar do tempo. Além da distribuição por carros-pipa e perfuração de poços profundos, o governo deve buscar alternativas.

Regiões que eram críticas, como os Inhamuns (Tauá, Quiterianópolis) e Sertões de Crateús, ganharam um alento com as chuvas em janeiro, que contribuíram para a cheia de pequenos e médios açudes na região, assegurando o abastecimento de áreas urbanas até o fim deste ano. Já em outras regiões, onde o quadro é crítico e não houve recarga (Sertão Central e Vale do Jaguaribe), o cenário é de preocupação, não obstante os investimentos em perfuração e instalação de adutoras.

Até mesmo a população de Iguatu, na Região Centro-Sul do Estado, que se mantinha em uma situação confortável, agora está preocupada. O Açude Trussu, que abastece a cidade e Acopiara, não teve recarga até o momento e acumula apenas 22%.

Mais informações:

Funceme:

Telefone: (85) 3101- 1117

www.funceme.br

Cogerh

Telefone: (85) 3218- 7024

Municípios do Ceará voltam a ser banhados por chuvas

Municípios do Ceará voltam a ser banhados por chuvas

Municípios do Ceará voltaram a registrar chuvas nesta segunda (1º). A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) notificou precipitações em 128 cidades do Estado. A maior chuva aconteceu em Abaiara, com 75 mm.

A previsão do tempo para a manhã é de nebulosidade variável, com chuvas isoladas no centro-sul e faixa litorânea do estado. Nas demais regiões, céu parcialmente nublado. Ao longo do dia, nebulosidade variável com chuvas isoladas em todo o estado. No decorrer do dia, céu parcialmente nublado em todas as regiões. Confira abaixo:

Chuva de janeiro é o dobro da média histórica no Ceará

Chuva de janeiro é o dobro da média histórica no Ceará

As chuvas caídas até aqui neste mês surpreendem pela intensidade. Para se ter uma ideia, o volume mensurado até ontem pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), 189,3 milímetros, é quase sete vezes maior do que o registrado em igual período de 2015 (27,8mm).

Faltando seis dias para encerrar o mês, é provável que este janeiro se torne o mais chuvoso dos últimos 12 anos. A média histórica das precipitações referente aos primeiros 30 dias do ano é de 98,7. Portanto, já foi praticamente dobrada, pois o desvio positivo até ontem era de 91,8%. De 2000 para cá, só choveu tanto no mesmo período em 2002 (245 milímetros) em 2004 (406) e em 2011 (212,8), marca prestes a ser ultrapassada nos próximos dias.

Apesar disso, a Funceme lembra que janeiro não faz parte da quadra chuvosa do Estado, que vai de fevereiro a maio, e que, por isso mesmo, mantém a previsão de inverno abaixo da média. Nos últimos quatro anos - de 2012 a 2015 -, a Fundação acertou seus prognósticos, a despeito de críticas recebidas antes da conclusão do ciclo.

Fenômenos

O presidente da Fundação, Eduardo Sávio Martins, expõe que, por serem frutos de fenômenos diferentes, as características climáticas de janeiro e do período seguinte, que segue entre fevereiro e maio, devem ser dissociadas uma da outra. "As chuvas do mês de janeiro, ou da pré-estação, entre dezembro e meados de fevereiro, são provocadas por vórtices ciclônicos de altos níveis, enquanto as chuvas da estação, entre fevereiro e maio, são, em geral, provocadas pela Zona de Convergência Tropical".

Mesmo que não sejam a marca do período que está por vir, o volume pluviométrico dos primeiros dias do ano já é visto como importante para aliviar a escassez de água. O Comitê de Monitoramento da Situação do Semiárido Cearense, célula do Governo Estadual para discutir estratégias contra a seca, afirma que as precipitações deste mês de janeiro ajudaram a estabilizar o nível dos reservatórios cearenses, que se mantêm em 12,5%, garantindo que não haja a perda de volume de água.

Em meio às chuvas, durante o último fim de semana, o Sistema de Monitoramento de Descargas Atmosféricas da Companhia Energética do Ceará (Coelce) registrou a ocorrência de 2.391 raios em todo o Estado. Calculando-se a partir do primeiro dia do ano, até domingo (24), 8.537 descargas foram contabilizadas.

O município de Tauá recebeu 648 raios, sendo a localidade com maior incidência do fenômeno, seguido por Independência (558) e Santa Quitéria (534). A Coelce alerta para o risco de acidentes, sugerindo que seja evitado o uso de aparelhos domésticos conectados à tomada, chuveiros elétricos e o conserto de instalações elétricas.

Entrevista com Eduardo Sávio Martins, presidente da Funceme

Estado não terá seca meteorológica e, sim, chuva abaixo da média

Como podemos entender a previsão emitida pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos?

Pela incerteza inerente a esta previsão, a dificuldade no entendimento no seu significado surge. Veja o exemplo da previsão para o período Fevereiro a Abril de 2016 com as seguintes probabilidades associadas às categorias Abaixo da Média, Em Torno da Média e Acima da Média, respectivamente: 65%, 25% e 10%. Neste caso, a categoria mais provável é a abaixo da média. Significa que vamos ter seca meteorológica? A resposta é não! Significa que, para o estado do Ceará, sob as mesmas condições iniciais do momento da previsão (Janeiro), teríamos 65% de chance de termos a média observada de precipitação na categoria abaixo da média.

Como é possível ilustrar as diferenças entre as chuvas dos últimos dias e a quadra chuvosa?

Imagine um grande sistema com circulação horária na alta atmosfera (cerca de 12km de altura) com o centro dele sobre o Oceano Atlântico e a borda esquerda sobre o Nordeste do Brasil, incluindo o Ceará. Nas bordas, há formação de nuvens carregadas de chuva, trazendo precipitações. Este é o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) que está atuando hoje no Estado.

 Climatologicamente, esses sistemas têm atuação, principalmente, nos meses da pré-estação chuvosa (dezembro e janeiro), podendo ocorrer ainda durante as primeiras semanas de fevereiro. São sistemas transientes, de difícil previsão. A partir daí, já durante a estação chuvosa, o sistema indutor de chuvas é a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que pode ser descrita como uma imensa faixa de nuvens carregadas, formadas pela convergência dos ventos alísios, e que se posiciona no Oceano Atlântico, próximo à linha do Equador. Este é o principal sistema que traz chuvas no Estado e sua atuação aqui acontece, normalmente, entre fevereiro e maio. Por isso, a nossa quadra chuvosa é neste período.*Diário do Nordeste

Funceme registra chuva em Acopiara e mais 160 municípios

O volume das chuvas foi menor que os registros da madrugada anterior, mas até as 10h30min desta sexta-feira, 22, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recurso Hídricos (Funceme) registrou precipitação em 165 municípios cearenses. As maiores chuvas foram no Crato (108 mm), Quiterianópolis (104 mm), e Aquiraz (92 mm). Em Acopiara foi registrado 24 mm entre 7:00 do dia 21/1/2016 às 7:00 de 22/1/2016.

Segundo a Funceme, a previsão é de céu parcialmente nublado com eventos de chuva no centro-sul do estado e na Serra da Ibiapaba. Nas demais regiões cearenses, o céu deve ficar parcialmente nublado.

Relação das 10 maiores chuvas por Municípios até as 10h30min:

Crato (Posto: Crato) : 108.0 mm

Quiterianópolis (Posto: Quiterianopolis) : 104.0 mm

Crato (Posto: Lameiro) : 99.0 mm

Aquiraz (Posto: Sitio Sapucaia Fagundes) : 92.0 mm

Tauá (Posto: Santa Tereza) : 85.0 mm

Arneiroz (Posto: Arneiroz) : 81.7 mm

Tauá (Posto: Sao Joao Do Trissi) : 81.0 mm

Saboeiro (Posto: Sitio Itaporanga) : 79.0 mm

Jaguaretama (Posto: Jaguaretama) : 77.5 mm

Missão Velha (Posto: Missao Velha) : 75.2 mm

Veja abaixo como anda o clima em diversos pontos da cidade:

Funceme registra chuva em Acopiara e mais 160 municípios

Funceme registra chuva em Acopiara e mais 160 municípios


Funceme registra chuva em Acopiara e mais 160 municípios







Fortaleza amanhece com fortes chuvas nesta quinta-feira

Fortaleza amanhece com fortes chuvas nesta quinta-feira

A capital cearense amanheceu com chuvas nesta quinta-feira, 21, com o maior registro desde o início da semana: 39.6 mm no posto Messejana. A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) aponta que choveu em 87 municípios cearenses, de 7 horas de quarta-feira, 20, até 7 horas de quinta. 

A maior precipitação foi registrada em Trairi (150 mm), Crateús (133 mm), seguida de Amontada (115), Arneiroz (112.3 mm) e Senador Sá (110 mm). Segundo a Funceme, as chuvas de janeiro não têm relação com aquadra chuvosa. 

São sistemas diferentes atuando na formação de nuvens de chuva sobre o Ceará. Até fevereiro, o sistema Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN) podem influenciar nas precipitações. Mas o sistema principal da quadra chuvosa, entre fevereiro e maio, é a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Por isso, chover em janeiro não determina um ano seco, e conforme publicado pelo O POVO Online, a chance de chuvas no Estado abaixo da média histórica é de 65%.

Previsão

A Funceme aponta que o céu deve ficar nublado no decorrer do dia em todas as regiões cearenses. Para esta sexta-feira, 22, a previsão é nebulosidade variável com chuva em todas as regiões cearense

Profetas preveem chuvas regulares em 2016

Profetas preveem chuvas regulares em 2016

“Os planetas não estavam no local do inverno”. Foi com essa frase que o agricultor Antônio Miguel de Queiroz, 86, justificou a falta d’água nos últimos quatro anos no Ceará. Mas ele, que também se afirma profeta da chuva, anunciou ontem que a quadra chuvosa deste ano há de ser boa.

A avaliação de Miguel se assemelhou à da maioria dos profetas da chuva no 20º encontro do grupo, realizado no campus de Quixadá do Instituto Federal do Ceará (IFCE). Helder Cortez, um dos organizadores e idealizadores da tradicional reunião, resumiu que as 32 profecias deste ano são favoráveis às precipitações regulares.

Embora os prenúncios não tenham embasamento científico comprovado, se reconheceu, no encontro, serem “inestimável patrimônio imaterial”, de acordo com o secretário estadual da Cultura, Guilherme Sampaio. “São experiências que revelam a maneira com a qual o homem convive e pela qual interpreta a natureza”.

Por conta disso, o secretário adiantou que pretende patrimonializar os saberes dos profetas da chuva, o que, segundo ele, significa registrar as profecias e possibilitar a salvaguarda desse conhecimento.

Os profetas

Anualmente, sempre no segundo sábado de janeiro, os profetas da chuva se reúnem para debater os indícios que percebem na natureza que podem ou não antecipar um bom inverno no Estado. O grupo é composto por homens e mulheres cuja experiência no campo fundamenta o prognóstico.

Chuvas continuam banhado o Ceará, veja as 10 maiores por município

Chuvas continuam banhado o Ceará, veja as 10 maiores por município

As chuvas de janeiro seguem banhando o estado do Ceará na manhã deste sábado (9), de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Ocara (91 mm), Granja (66 mm) e Cascavel (64 mm) são as cidades que registraram as maiores chuvas do dia até às 7h55.

A previsão do tempo para hoje é de “nebulosidade variável com eventos de chuvas em todas as regiões do Estado”, especialmente entre a madrugada e manhã deste sábado.

De acordo com a Funceme, a previsão é de mais chuvas em todo o final de semana. No domingo (10), entre a madrugada e a manhã, nebulosidade variável com eventos de chuva em todas as regiões.

10 maiores chuvas por Municípios no dia:

Atualizada às8h56

Fortim (Posto: Fortim) : 116.0 mm

General Sampaio (Posto: General Sampaio) : 97.3 mm

Ocara (Posto: Ocara) : 91.0 mm

Granja (Posto: Timonha) : 66.0 mm

Cascavel (Posto: Cristais) : 64.0 mm

Amontada (Posto: Icarai De Amontada) : 59.0 mm

Martinópole (Posto: Martinopole) : 58.0 mm

Acaraú (Posto: Acarau) : 54.6 mm

Irauçuba (Posto: Jua) : 48.0 mm

Potiretama (Posto: Canindezinho) : 47.0 mm

Chove em Acopiara e em 85 municípios cearenses

Chove em Acopiara e em 85 municípios cearenses
A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrou, das 19 horas desta quarta-feira (6) até as 12h desta quinta (7) chuva em pelo menos 85 municípios. Esses dados serão atualizados ao longo do dia.

As dez maiores precipitações ocorreram nos seguintes locais:

Icó: 130.0 mm
Crateús: 95.0 mm
Arneiroz: 95.0 mm
Quiterianópolis: 95.0 mm
Tauá: 95.0 mm
Baixio: 93.0 mm
Novo Oriente: 85.0 mm
Quixelô: 85.0 mm
Parambu: 85.0 mm
Cedro: 83.0 mm

As chuvas verificadas no Dia de Reis, 6 de Janeiro, para o sertanejo, é um sinal de boas precipitações no ano, durante a quadra invernosa.

Além do registro da Funceme, existem as informações de localidades rurais que dispõem de pluviômetros. Segundo moradores, houve registro de chuva de 120 mm em Lima Campos (distrito de Icó); e de 100 mm em Carnaúba e Açude do Governo (zona rural de Iguatu).

Na cidade de Iguatu, na região Centro-Sul do Ceará, houve registro de chuva de 29 mm, mas na manhã desta quinta voltou a chover no Centro comercial.

As chuvas foram isoladas e foram provocadas por atuação de um sistema meteorológico denominado Vórtice Ciclônico de Altos Níveis. Há variação de pluviometria em um mesmo município.*Diário do Nordeste

Funceme registra chuva em 23 municípios cearenses nesta quinta (17)

Funceme registra chuva em 23 municípios cearenses nesta quinta (17)

No Ceará, foi registrada chuva em 23 municípios até às 7h desta quinta-feira (17/12), de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). As maiores foram em Palmácia, com 31,8 milímetros, seguido de Paraipaba (18 mm) e São Gonçalo do Amarante (16,6 mm). Fortaleza também amanheceu com chuva – o posto de precipitação do Pici marcou 7,2 mm.

As precipitações aconteceram nos municípios de Tianguá, Viçosa do Ceará, São Benedito, Ipu, Guaraciaba, Cariré, Frecheirinha, Icapuí, Jaguaribe, Maracanaú, Fortaleza, Pacajus, Maranguape, Horizonte, Paraipaba, São Gonçalo Do Amarante, Itapajé, Senador Sá, Martinópole, Meruoca, Palmácia, Redenção e Quixeramobim.

Em Viçosa do Ceará , na Serra da Ibiapaba, a chuva foi percebida nos três postos do município: Manhoso (14 mm), Lambedouro (13 mm) e Viçosa do Ceará (12,4 mm) ficaram entre as dez maiores precipitações do estado.

Previsão do tempo

Ao longo desta quinta-feira, a Funceme prevê eventos de chuva em todas as regiões do estado. Conforme imagem de satélite das 8h30 há nuvens sobre todo o Ceará. Essa nebulosidade se deve à atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN – sistema de circulação horária a aproximadamente 12 km de altura) que atua na região Nordeste do Brasil, sistema típico de pré-estação chuvosa.

Para sexta-feira (18), a previsão é de eventos de chuva em todas as regiões cearenses no decorrer do dia. Já para o sábado (19), ao longo do dia, a previsão é de nebulosidade variável, com possibilidade de chuvas isoladas em todas as regiões.
Previsão é de pouca chuva no Ceará de dezembro a fevereiro, diz Funceme

Previsão é de pouca chuva no Ceará de dezembro a fevereiro, diz Funceme

O Ceará deve ter pouca chuva em todas as suas regiões até fevereiro de 2016 devido à forte atuação do fenômeno El Niño, segundo previsão divulgada nesta sexta-feira (20) pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O Ceará escassez e estiagem desde 2011.


Para os meses de dezembro de 2015, janeiro e fevereiro de 2016, o prognóstico aponta 69% de probabilidade de chuvas abaixo da média no Ceará durante o período. As chances de haver precipitações em torno da média são de 23% e para chuvas acima da média, a probabilidade é de apenas 8%.

A categoria abaixo da média histórica para período de dezembro a fevereiro no estado corresponde a chuvas de 0 a 203 milímetros. Precipitações de 203 a 312 milímetros são consideradas em torno da média; caso chova 312 milímetros ou mais, a categoria é acima da média.“É muito importante ressaltarmos que o trimestre em questão engloba dois meses de pré-estação chuvosa, dezembro e janeiro, quando os sistemas que normalmente atuam nessa época são de menor previsibilidade, como Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis, Cavados e a influência de Sistemas Frontais”, explica o meteorologista Leandro Valente.

Ele destaca também, que, apesar da baixa previsibilidade, além do modelo atmosférico da Funceme, outros modelos de instituições nacionais e internacionais também apontam maior probabilidade de precipitações abaixo da média para o Ceará nos próximos três meses.

Dilma promete recursos
O governador do Ceará, Camilo Santana, apresentou nesta quinta-feira (19) o prognóstico de pouca chuva para o Ceará e o Nordeste brasileiro em 2016 e fez o pedido de recursos federais para amenizar os efeitos da estiagem na região, que enfrenta quatro anos seguidos de pouca chuva.

Segundo Camilo Santana, o Governo Federal anunciou que irá liberar novos financiamentos para obras na região, que serão utilizados para a instalação de dessalinizadores (equipamento para retirar excesso de sal da água e torná-la potável), construção de adutoras de montagem rápida e a perfuração de poços nas regiões mais afetadas pela estiagem, além do reforço na Operação Carro-Pipa nas zonas urbanas.*G1
Previsão parcial da Funceme indica poucas chuvas no Ceará em 2016

Previsão parcial da Funceme indica poucas chuvas no Ceará em 2016

Previsão parcial da Funceme indica poucas chuvas no Ceará em 2016

A probabilidade de ocorrer um grande volume de chuva em 2016 no Ceará continua baixa, segundo previsão parcial da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A previsão tem como base o fenômeno El Niño, que ainda não reduziu e prejudica a formação de nuvens que trazem chuva a uma parte do Nordeste brasileiro.

Os principais agentes formadores da quadra chuvosa no Ceará, fenômenos oceânicos do Atlântico, no entanto, só podem ser analisados com mais precisão em 2016. Caso o prognóstico parcial da Funceme se confirme, o Ceará entrará no quinto ano seguido de poucas chuvas.

Por conta da estiagem, mais 37 dos 184 municípios cearenses foram incluídos na lista dos atendidos pela "Operação Carro-Pipa", da 10ª Região Militar. Com os novos municípios, o Exército (Defesa Civil Nacional) passa dos atuais 109 para 146 cidades do Ceará que contam com o carro-pipa para levar água para atender às necessidades básicas dos moradores da zona rural. As áreas urbanas são atendidas pelos carros coordenados pela Defesa Civil Estadual.

Vinte e oito municípios cearenses afetados pela seca tiveram situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal. De acordo com o Ministério da Integração Nacional, após o reconhecimento de situação de emergência, o município pode pedir ajuda para as ações de resposta, voltadas para socorro, assistência e estabelecimento de serviços essenciais, e assim solicitar recursos para as ações de reconstrução das áreas atingidas pelos desastres.

Para pedir os recursos, é preciso mandar um plano detalhado indicando qual é a necessidade para o repasse de verbas que é feito por meio do Cartão de Pagamento de Defesa Civil.*G1
Risco de colapso d'água pode atingir 25 municípios cearense até o fim do mês

Risco de colapso d'água pode atingir 25 municípios cearense até o fim do mês

Risco de colapso d'água pode atingir 25 municípios cearense até o fim do mês

Nos centros urbanos de dezenas de municípios do Interior, a crise hídrica vem se agravando. Em pelo menos 25 cidades há risco de colapso no sistema de abastecimento de água até o fim deste mês e outras 13 enfrentam quadro semelhante no decorrer do segundo semestre. A alternativa encontrada pelo governo tem sido a perfuração de poços profundos nas ruas dos bairros.

As paisagens urbanas das cidades do sertão estão se modificando. Em praças, nas ruas e calçadas poços profundos são perfurados em uma ação emergencial para socorrer os moradores com abastecimento de água. Outros poços passam por limpeza e são reativados. A água oriunda do subsolo é interligada aos sistemas de tratamento e distribuição da Cagece (Estado) ou do SAAE (autarquias municipais).

No decorrer dos próximos meses, as temperaturas mais elevadas voltam a atingir o sertão. A demanda por água aumenta. A evaporação é mais intensa causando redução drástica no nível dos reservatórios, que já estão em situação crítica. "A crise atual no abastecimento de água de áreas urbanas na dimensão que enfrentamos é um fato novo, por isso estamos acelerando mais a perfuração de poços profundos", explicou o titular da Secretaria de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira.

Risco de colapso d'água pode atingir 25 municípios cearense até o fim do mês

A perfuração de poços profundos é a alternativa atual, considerada mais viável. Na verdade, trata-se de uma ação emergencial e desesperadora, em busca de água nas fendas de rochas, pois mais de 80% do subsolo do sertão são de embasamento cristalino, que apresenta baixa vazão e água salgada. "Procuramos água nas fissuras e essa tem sido a salvação", disse Francisco Teixeira. "O índice de perda de poço (seco) é de 30%".

Alternativas

A perspectiva para 2016 não é favorável. Caso as condições atuais permaneçam, o próximo ano deverá registrar chuvas abaixo da média, sem recarga na maioria dos reservatórios. Resultado: a situação tende a se agravar no sertão cearense. Sem água nos açudes, as adutoras são alternativas que vão se esgotar. "O governo anterior fez 700 km e vamos fazer 150 km de adutora, pois é uma solução ainda necessária e o tempo mostrou que foi viável", analisa Teixeira.

Neste ano, serão instaladas quatro Adutoras de Montagem Rápida para evitar o colapso no abastecimento das cidades de Arneiroz, Independência, Ibicuitinga e Quixeramobim. Serão investidos nessas obras cerca de R$ 49 milhões.

O foco agora serão os poços profundos. Além da perfuração, é preciso instalar centenas deles, a maioria na zona rural. As unidades aguardam instalação de equipamentos (motores e bombas) e da rede elétrica para o devido funcionamento, isto é, retirada de água do subsolo e atendimento às famílias por meio de chafarizes.

"A nossa meta é instalarmos dois mil sistemas de abastecimento por meio de poços profundos e 220 dessalinizadores", adiantou Teixeira. "Vamos fazer pregão eletrônico, ata de registro de preço e buscar parceria, adesão das prefeituras e de outros órgãos públicos".

No geral, o Ceará enfrenta o quarto ano seguido de chuvas abaixo da média. Entretanto, nas regiões dos Inhamuns, Sertões de Crateús e parte do Sertão Central já são seis anos com pluviometria irregular e reduzida. "Nessas áreas já podemos falar de seis anos seguidos de seca", observa Teixeira. "Neste ano, tivemos a menor recarga desde 1998", disse.

A perfuração de poços profundos nos centros urbanos e nas áreas rurais foi ampliada. Essa foi a solução encontrada em caráter emergencial mediante a redução do volume de água nos reservatórios. "Precisamos agir com rapidez, caso contrário cerca de 30 cidades vão entrar em colapso no abastecimento de água neste ou no próximo mês", observa o superintendente adjunto da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra), Wanderlei Guimarães.

Nos últimos três anos, o governo vem investindo na perfuração de poços profundos, no Interior do Ceará. Essa era uma reclamação antiga das lideranças políticas do sertão. Somente pela Sohidra, em 2011, foram perfurados 214 poços; em 2012, foram 261 e em 2013, 336. Em 2014, a quantidade aumentou para 594. "Neste ano, já perfuramos 410 e a meta até dezembro é chegarmos a 800", disse Guimarães.

A Sohidra dispõe agora de 11 máquinas perfuratrizes. O custo médio de um poço instalado é de R$ 27 mil. De acordo com dados da Superintendência, de 410 poços perfurados, 120 não apresentaram vazão suficiente. "Temos situações privilegiadas, boas, com vazão de vinte mil litros por hora", frisou Guimarães.

No momento, as cidades de Boa Viagem e Quixeramobim, na região do Sertão Central, enfrentam situação crítica. Na primeira, foram perfurados 71 poços na área urbana, e na segunda, 47. Se não fosse essa ação, nesta semana, haveria colapso no sistema de distribuição de água para as famílias.

Em Quixeramobim, o Açude Fogareiro secou e a Barragem que leva o nome da cidade está no porão. "A captação chegou a última gota", observa Teixeira. "Os poços salvaram a cidade e até o fim do ano a adutora estará concluída". Para Teixeira, a perfuração de poços profundos significa 'tirar água de pedra'.

Honório Barbosa
Colaborador
Volume de chuvas é o maior dos últimos 4 anos no Ceará

Volume de chuvas é o maior dos últimos 4 anos no Ceará

Volume de chuvas é o maior dos últimos 4 anos no Ceará
Leves alterações nos sistemas meteorológicos que influenciam no clima nordestino fizeram com que o volume de chuvas observado nos primeiros sete meses de 2015 no Ceará fosse o mais alto nos últimos quatro anos. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), as precipitações de janeiro a julho tiveram aumento de quase 38% em relação a 2012. 

A notícia, no entanto, é positiva apenas em parte. Embora tenham sido mais intensas, as chuvas deste ano não só ficaram bem abaixo da média histórica, como também falharam em garantir aportes hídricos significativos aos reservatórios do Estado.

Segundo Leandro Valente, meteorologista da Funceme, a qualidade da quadra chuvosa no Ceará depende, em especial, da zona de convergência intertropical, sistema causador do aquecimento das águas do Oceano Atlântico que, neste ano, atuou de forma irregular no Estado.

"Por conta disso, tivemos um volume maior de chuvas, mas elas ficaram muito concentradas nas regiões Norte e litorânea do Estado", explica. Por consequência, conforme o especialista, os principais açudes cearenses, situados em grande maioria no Interior, não obtiveram grandes recargas de água.

"No ano de 2012, o primeiro de chuvas abaixo da média desses quatro anos seguidos de seca, o volume de precipitações foi menor, de 382,6mm. Porém, o aporte foi de 920 milhões de m³. Já neste ano, que tivemos 527 mm, o que entrou de água nos açudes foi apenas 540 milhões de m³", afirma Valente, com base em informações da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh). Os dois maiores açudes do Estado, Orós e Castanhão, por exemplo, tiveram aporte baixo, acrescenta o meteorologista.

Insuficiente

As chuvas registradas entre janeiro e julho de 2015 também não foram suficientes para alcançar a média histórica do período, estimada em 759,1 mm. No geral, ficaram 30,5% abaixo do parâmetro, segundo a Funceme. O último ano com precipitações acima da média foi 2011, quando foram contabilizados 953,3 mm de água.

O quadro que se configura desde 2012 tem dificultado a garantia de segurança hídrica e o abastecimento das populações do Interior. Um total de 119 dos 153 açudes monitorados pela Cogerh se encontra com menos de 30% de sua capacidade. Vinte e seis deles possuem, atualmente, volume inferior a 1%. No outro extremo, somente um açude (Tijuquinha, no município de Baturité) está sangrando. Outros dois reservatórios (Gameleira e Quandú, ambos em Itapipoca) possuem mais de 90% da sua capacidade.

A situação crítica pode, ainda, persistir indefinidamente, detalha Leandro Valente. Ao longo deste segundo semestre de 2015, o meteorologista afirma que o Estado não deve registrar precipitações.

Sistema

"Neste período, não temos nenhum sistema que costuma trazer chuvas. Agora, no mês de agosto, ainda podem ocorrer chuvas pontuais devido à atuação das zonas de leste, isso se elas ficarem bastante intensas. Mas nada muito significativo", destaca o meteorologista Leandro Valente.

Para 2016, a Funceme calcula que há 90% de possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no início do ano, o qual promete impactar de forma negativa as chuvas do Estado. Apesar do prognóstico pessimista, Valente ressalta que as zonas de convergência são mais determinantes e só devem esboçar algum movimento no próximo mês de janeiro. "Quando chegar a quadra chuvosa, se as condições do Oceano Atlântico estiverem favoráveis, mesmo que haja El Niño, teremos chuva. Mas esses dois quadros só irão se confirmar mais adiante. Por isso, a Funceme sempre lança o prognóstico no mês de janeiro", observa.*Diário do Nordeste