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 Jovens são mortos a tiros na saída de supermercado

Jovens são mortos a tiros na saída de supermercado

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A motivação do crime ainda não foi esclarecida. Até o momento, nenhum suspeito do crime foi preso

Um jovem de 19 anos e um adolescente de 17 foram executados a tiros, na noite do último sábado (1), no Parque Elizabete II, na Grande Messejana. Segundo testemunhas, as vítimas conhecidas como ‘Paulinho’ e ‘Victor’, saíam de um supermercado, localizado na Rua Shirley, quando foram abordadas e mortas, por dois homens.

Os jovens foram levados para o outro lado da rua pelos executores e 'Victor' recebeu ordens para se ajoelhar. Um dos homens efetuou alguns disparos e matou o adolescente no local. Em seguida, ‘Paulinho’ teria sido atingido por mais de dez disparos, na cabeça e nas costas.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida. Até o momento, nenhum suspeito do crime foi preso.


Diario do Nordeste

Chacina teve participação de 100 policiais, afirma Ministério Público

Como fora antecipado pela mídia em junho deste ano, mais de 100 policiais podem ter tido algum envolvimento, direta ou indiretamente, com a "Chacina de Messejana". A comissão do Ministério Público do Ceará (MPCE) que investigou os 11 homicídios tem convicção que o grupo é pelo menos duas vezes maior que os 45 policiais que foram identificados pelas provas técnicas e denunciados. 44 tiveram a prisão preventiva anunciada na última terça-feira (30), mas muitos coautores dos crimes devem ficar impunes.
A afirmação foi enfatizada mais de uma vez na coletiva de imprensa do MPCE, realizada na manhã de ontem, para abordar o fim do sigilo em que transcorria o caso. O evento, realizado no Auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, contou com o procurador-geral do Estado, Plácido Barroso Rios, o representante da 1ª Promotoria do Júri, Marcus Renan Palácio, e membros do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), coordenado pelo promotor Manoel Epaminondas Vasconcelos. Na ocasião, o grupo apresentou vídeos e áudios que corroboram para a denúncia dos 45 policiais.


Justiça decreta prisão de 43 praças e dois oficiais da PM, suspeitos da chacina de Messejana-Ce

Justiça decreta prisão de 43 praças e dois oficiais da PM, suspeitos da chacina de Messejana-Ce

Durante meses, três delegadas da CGD juntaram provas para identificar os atiradores 

Após nove meses e 18 dias da maior chacina já registrada na história de Fortaleza – quando 11 pessoas foram assassinadas e outras sete ficaram feridas, quatro delas em estado gravíssimo – a Justiça decreta a prisão preventiva de 45 policiais militares. São dois oficiais superiores (um tenente-coronel e um major) e 43 praças (soldados, cabos e sargentos) que deverão ser recolhidos ao Presídio Militar nas próximas horas, onde ficarão à disposição do Judiciário.

A decisão foi proferida na tarde desta terça-feira (30), pelo juiz de Direito, Ely Gonçalves Júnior, titular da 1ª Vara do Júri de Fortaleza. Porém, a informação somente “vazou” para a Imprensa no começo da tarde de hoje (31). Entre os policiais que tiveram preventiva decretada está um tenente-coronel PM que no dia dos crimes – na madrugada De 12 de novembro de 2015 – era o supervisor do Comando do Policiamento da Capital (CPC).


MP pede a prisão dos 45 suspeitos da chacina de Messejana

Policiais militares e ex-policiais foram apontados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) como os responsáveis pela maior chacina da história de Fortaleza. Adolescentes foram executados nas ruas do Curió e do São Miguel, na Grande Messejana


Foram entregues oficialmente à Justiça, na tarde de ontem, os volumes da denúncia elaborada pela comissão de 12 promotores de Justiça do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) contra 45 policiais e ex-policiais militares que teriam atuado no episódio conhecido como 'Chacina da Messejana'. Nos documentos, os promotores pedem as prisões dos suspeitos de participar da retaliação que deixou 11 pessoas mortas e outras sete feridas na madrugada de 12 de novembro do ano passado nos bairros Curió e São Miguel, na Grande Messejana, em Fortaleza.

Ontem, por volta das 15h30, os papéis desceram das Varas do Júri, no Fórum Clóvis Beviláqua, e foram levados à Secretaria Executiva das Promotorias do Júri. De lá, seguiram para o Protocolo, por volta das 16h. Seguindo o trâmite, os documentos serão digitalizados e apreciados pelo magistrado da 1ª Vara do Júri.


MP deve denunciar 45 por chacina em Messejana

Relatos dos laudos cadavéricos, publicados na edição de ontem, mostram que as vítimas foram surpreendidas com tiros na cabeça ou nas costas, tentando fugir


O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) projeta que algo em torno de 45 pessoas deverão ser denunciados por participação no episódio conhecido como 'Chacina da Messejana', em que 11 pessoas foram mortas e outras sete ficaram feridas, em novembro do ano passado, na Grande Messejana, em Fortaleza.chacina A denúncia, preparada por uma comissão composta por 12 promotores de Justiça, deverá ficar pronta até o fim dessa semana, conforme revelaram fontes ligadas ao órgão.

O processo corre em segredo de Justiça e, até o momento, nenhum nome, nem patente dos envolvidos foi citado por qualquer dos investigadores do caso.

Ontem, o jornal noticiou dados dos laudos cadavéricos de cinco das 11 vítimas. Conforme os relatos médicos, os laudos apontavam que as pessoas foram executadas com tiros nas costas, nos braços, na cabeça; disparados à curta distância e à queima-roupa.

Em um dos laudos, referente ao adolescente Patrício Pinho Leite, morto com 16 anos, os médicos indicam que a vítima apresentava "uma ferida... Compatível com entrada de projétil de arma de fogo, localizada na região interparietal (cérebro)". A análise pericial constatou ainda uma "hemorragia cerebral" e também que "o projétil descreve uma trajetória no corpo da vítima: de frente para trás e de cima para baixo em linha reta".

Simplificando, os médicos apontam que Patrício foi executado com um único tiro, efetuado no alto da cabeça. Conforme testemunhas, o rapaz estava sentado quando os policiais que cometeram o crime chegaram com o rosto coberto e o atingiram.

Conforme fontes da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), com experiência na investigação de centenas de homicídios, apesar da dificuldade em emitir opinião sem ter acesso ao conteúdo completo da apuração, há nos relatos um forte indício de execução. Os ferimentos por arma de fogo na cabeça, com a arma utilizada muito próximo da vítima, são enfatizados como argumentos.

Já nos casos em que as vítimas apresentavam ferimentos nas costas e nos braços, em posição de defesa, uma das fontes da SSPDS afirmou que "tudo indica que eles se depararam com os atiradores, tentaram se proteger e foram atingido nos braços. Depois tentaram fugir correndo e acabaram feridos nas costas".

Celulares

Um dos principais elementos utilizados pelos investigadores para identificar os suspeitos foi o uso de celular. Conforme levantamento e checagem da utilização das antenas da rede de telefonia móvel, identificadas como Estações Rádio Base (ERBs), mostraram que PMs de serviço, outros de folga, e até ex-policiais e seguranças particulares estavam na hora das execuções durante a noite do dia 11 e a madrugada de 12 de novembro, nas ruas dos bairros Curió e São Miguel, na Grande Messejana.

Contudo, a grande dificuldade encontrada pelos investigadores é em relação a quem teria, efetivamente, puxado os gatilhos e quantos suspeitos teriam dado apoio à ação. "Podemos dizer que quase todas as armas que foram usadas (na chacina) eram ilegais (sem registro). Ninguém usa a própria arma (registrada) em uma situação dessa", disse uma fonte ligada à SSPDS.

Revolta

A fonte da SSPDS revelou que os PMs da área da Messejana já estavam revoltados por conta de um episódio ocorrido cerca de uma semana antes da chacina, quando um policial militar foi expulso do Curió por traficantes. Os criminosos teriam descoberto que o PM estaria por trás do homicídio de um adolescente ligado à venda de entorpecentes.

Uma semana depois desse fato, por volta das 21 horas de 11 de novembro do ano passado, o soldado Valtemberg Charles Serpa, é morto com um tiro em uma tentativa de assalto à mulher dele, no bairro Lagoa Redonda. Após a morte do soldado, "os colegas de farda começaram a se articular", afirmou. A chacina teria sido em retaliação aos dois acontecimentos.

Diário do Nordeste
Procuradoria anuncia em 15 dias denúncia contra 38 PMs acusados de envolvimento na "Chacina de Messejana

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Onze pessoas, a maioria adolescentes, foram fuziladas depois de retiradas de suas casas


O Ministério Público Estadual (MPE-CE) promete concluir em duas semanas a denúncia do processo que apura a chacina que vitimou 11 pessoas, em novembro do ano passado, nos bairros Curió e Lagoa Redonda, além do Conjunto São Miguel.