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 Em retaliação a traidores, Planalto envia primeira leva de exonerações de afilhados

Em retaliação a traidores, Planalto envia primeira leva de exonerações de afilhados

Foto: José Cruz / Agência Brasil

O Palácio do Planalto enviou já nesta quinta-feira (26) para o Diário Oficial da União (DOU) a primeira leva de exonerações de afilhados de deputados que votaram contra o presidente Michel Temer na votação da denúncia. Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o governo fez uma análise e verificou que seis parlamentares o traíram. A conta se baseou no resultado da votação: na primeira, foram 263 deputados favoráveis ao peemedebista e 19 abstenções; na sessão desta quarta (25), foram 251 apoios e 25 abstenções. A determinação foi de não poupar nenhum cargo dos “infiéis”. A próxima fase de cortes será publicada na próxima semana, porque não houve tempo para que a Casa Civil assinasse todas as demissões. Enquanto os traidores são alvo de retaliação, os deputados de partidos aliados amanheceram nos gabinetes de ministros do governo após a votação.

 Metade dos brasileiros acredita que Temer não termina mandato de presidente

Metade dos brasileiros acredita que Temer não termina mandato de presidente

Foto: Agência Brasil

Uma pesquisa realizada pelo instituto Paraná Pesquisas, e divulgada nesta quinta-feira (20), apontou que os brasileiros se dividem na hora de avaliar se o presidente Michel Temer irá conseguir chegar ao final do ano de 2018, fim de seu mandato, como presidente do Brasil. De acordo com a pesquisa, 47,7% dos brasileiros não acreditam na manutenção de Temer na presidência e 47,9% acreditam. Do total de 2.680 entrevistados, 4,4% não sabe ou não opinou. As mulheres são as mais descrentes: 49,2% disseram que não, contra o resultado de 46% dos homens. Com relação à divisão por regiões, o Nordeste é o que menos acredita que Temer findará seu tempo no governo: 56,1% dos entrevistados afirmaram que o presidente não conseguirá finalizar seu mandado. Seguido do Nordeste está o Sul, o Sudeste e o Norte+Centro Oeste, com 47,9%, 41,2% e 40,5%, respectivamente. Por conta das sucessivas crises políticas protagonizadas pelo presidente Michel Temer, ele poderá não chegar a 2018 caso a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) seja admitida na Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal Federal (STJ) o julgue como culpado na ação em que ele é acusado de obstrução de Justiça. Outras supostas duas denúncias estariam sendo desenvolvidas pela PGR contra o presidente.



por Júlia Vigné
 OAB protocola 16º pedido de impeachment contra presidente Michel Temer

OAB protocola 16º pedido de impeachment contra presidente Michel Temer

OAB protocola 16º pedido de impeachment contra presidente Michel Temer
Foto: Eugenio Novaes / OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer nesta quinta-feira (25). É o 16ª requerimento de deposição interposto contra o atual presidente. A Ordem decidiu, em uma reunião extraordinária no último sábado (20), por 25 votos a um, pelo pedido de instauração do processo. O requerimento foi realizado após a divulgação de uma gravação entre o empresário Joesley Batista e Temer. De acordo com a OAB, o áudio contém prova material suficiente para que o chefe do Executivo seja impedido. Após a divulgação do material, 12 pedidos de impechment foram protocolados. Dentre as denúncias contra Temer, a OAB aponta a omissão por ter ouvido que Joesley comprou procuradores e juízes no processo da Lava Jato e não ter denunciado a ação ao Ministério Público. "Houve a comunicação, pelo interlocutor, da ocorrência de ao menos um tipo penal certo, que emerge da afirmação de que possui um contato não republicano, dentro da força tarefa do Ministério Público Federal, que lhe está passando informações, caracterizando, supostamente, crime de violação de sigilo funcional", diz a decisão. O pedido ainda reforça que a Constituição Federal define como crime de responsabilidade os atos do presidente que atentem contra o cumprimento das leis. A Ordem requer que Temer perca o mandato e que fique inabilitado para exercer cargo público por oito anos. Durante coletiva realizada no salão verde da Câmara dos Deputados nesta quinta, o presidente da OAB, Claudio Lamachia, explicou o pedido protocolado na casa legislativa. "O presidente declara [nas coletivas que realizou posteriormente] que escutou deste empresário, que ele denominou como fanfarrão e como delinquente, todos aqueles crimes. E de nada naquele momento, nada fez ao que escutou. Esse é o fato que tornou-se incontroverso a partir da própria declaração do senhor presidente da República", explicitou. A entidade requereu que cinco testemunhas sejam inquiridas ao longo do processo: os donos da JBS, Joesley Batista e Wesley Batista; Ricardo Saud, diretor da J&F; o diretor executivo de relações institucionais da JBS, Francisco de Assis e Silva e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Caso aprovado, o pedido irá correr na Câmara dos Deputados e depois no Senado Federal. A Ordem também entrou com pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, que foi cassada.


por Júlia Vigné
 “Não renunciarei”, afirma Temer em pronunciamento nesta quinta-feira

“Não renunciarei”, afirma Temer em pronunciamento nesta quinta-feira

“Se foram rápidos nas gravações clandestinas, devem ser rápidos na investigação”, disse o presidente

 “Não renunciarei”, afirma Temer em pronunciamento nesta quinta-feira


Opresidente Michel Temer (PMDB) acaba de anunciar, em pronunciamento nesta quinta-feira (18), em rede nacional, que não renunciará à Presidência. “Não renunciarei”, repetiu o peemedebista por duas vezes.

Ele exigiu investigação plena e muito rápida. Disse ainda que as supostas gravações que comprovam a conversa o Joesley Batista, em que incentiva o pagamento pelo silêncio de Eduardo Cunha, para que não faça delação na Lava Jato, é clandestina e “trouxe de volta o fantasma da crise política”. “Se foram rápidos nas gravações clandestinas, devem ser rápidos na investigação”, disse o presidente.

Miche Temer garantiu que seu único compromisso é com o Brasil, e é isso que o guiará. Além de, é claro, aproveitar a oportunidade para elencar as conquistas de seu Governo, que nesta semana comemora aniversário de um ano.

Entenda

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou abertura de inquérito para investigar o Temer. O pedido de investigação foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR).


A decisão foi tomada após um dos donos do grupo JBS, Joesley Batista, dizer em delação à PGR que, em março deste ano, gravou o presidente dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A informação foi divulgada pelo jornal “O Globo”.