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 Ceará: 18 pessoas mortas em chacina no bairro Cajazeiras

Ceará: 18 pessoas mortas em chacina no bairro Cajazeiras

Fachada do "Forró do Gago" onde ocorreu a chacina que vitimou 18 pessoas, sendo 16 morreram no local ( Foto: Cid Barbosa )

Fontes da Polícia Militar afirmaram que o ataque aconteceu por homens da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) contra integrantes do Comando Vermelho (CV). Pessoas não ligadas ao crime organizados e que estavam no local do massacre, o "Fórró do Gago", foram atingidas

A madrugada de sábado teve início com, ao menos, 18 mortos em uma chacina no bairro Cajazeiras quando jovens estavam se divertindo no popular "Forró do Gago". Foram 16 que morreram no local, um na ambulância e um que faleceu no Frotinha de Messejana para onde foram todos os feridos. No hospital ainda estão outros 5 feridos. A maioria das vítimas era de mulheres. As informações são de dois policiais militares que não quiseram se identificar.

Ainda segundo os PMs, foram 3 carros com homens fortemente armados. Eles seriam da gangue Guardiões do Estado (GDE). A ordem deles era matar os membros do Comando Vermelho (CV). Porém, nem todos os que faleceram eram do CV, alguns eram pessoas inocentes.

Não há ainda informações sobre quantos homens invadiram a festa e quem eram os alvos dos criminosos.

Em contato com a Delegacia de Homicídios, que está cuidando do caso, a reportagem foi informada que a equipe ainda não retornou, pois, além desta chacina, ainda apura outros 3 casos diferentes de homicídios na madrugada de Fortaleza e da Região Metropolitana.


DN
 CHACINA EM HORIZONTE Criança, mãe e mais três pessoas são executadas

CHACINA EM HORIZONTE Criança, mãe e mais três pessoas são executadas

CHACINA EM HORIZONTE Criança, mãe e mais três pessoas são executadas

( Foto: Kléber A. Gonçalves )


Um bando armado, que estava em um Corolla branco, desembarcou e atirou contra o grupo que estava reunido, em uma comemoração.


Cinco pessoas foram executadas e duas ficaram feridas, ontem, em uma chacina ocorrida, na Rua Baturité, bairro Diadema I, em Horizonte. Mãe e filho, de apenas três anos, estão entre as vítimas. Os assassinatos aconteceram quanto um grupo de dez pessoas comemorava um aniversário, em um bar. Até o momento, a Polícia desconhece o que teria motivado o tiroteio.


Herton Ricardo da Silva Menezes, Bruna Viana, Rafaela Alves Silveira, Marcilândio Cavalcante de Sousa e a criança, de nome não divulgado, morreram após serem alvejados a bala. Testemunhas contam que, por volta das 19h, quatro suspeitos chegaram em um Toyota Corolla, de cor branca, desembarcaram e dispararam contra as vítimas.


Outras duas pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Horizonte. Em seguida, foram transferidas para o Instituto Doutor José Frota (IJF).


Uma delas é uma mulher que deve ser submetida a uma cirurgia, após trauma na coluna cervical. O outro socorrido seria o padrasto da criança morta e foi atingido por um tiro de raspão. Rafaela, Marcilândio Cavalcante e o menino chegaram a ser socorridos, mas não resistiram.


Execução



Conforme as investigações iniciais da Polícia Civil, apenas Cavalcante tinha antecedentes criminais. A mãe dele revelou à Polícia que seu filho respondia por tráfico.
O delegado plantonista da Delegacia Metropolitana de Horizonte, Isailton Castro de Lima, conta que as primeiras informações acerca da chacina chegaram por telefonemas da população que dizia ter ouvido muitos disparos e gritos.


Conforme o perito Antoniel Silva, as lesões múltiplas foram provocadas por duas pistolas de calibres distintos. Pelo que apurou a Perícia, todas as vítimas, inclusive a criança, estavam dentro do estabelecimento quando foram atingidas. Bruna e Herton Menezes conseguiram caminhar até a parte de fora do bar, mas morreram na calçada.


"Não se sabe ainda quantos disparos atingiram cada um. Infelizmente a criança também ficou muito machucada e morreu logo após ser socorrida. Nem chegou no hospital", acrescentou o perito Leão Júnior, que também esteve colhendo as informações iniciais no local do crime.



Sobre as investigações, o delegado lembra que não há certeza sobre quem seria o alvo da ação, e que nenhuma hipótese deve ser descartada. Conforme Isailton Lima, o bairro Diadema não é conhecido como área do tráfico. "A região é residencial. Mesmo assim, não descartamos ser uma guerra de território e com algum envolvimento de facção criminosa. Todas as vítimas moravam próximo daqui, mas não exatamente nesta rua".


Conjunto Palmeiras


Ainda na noite de ontem, dois homens foram executados em um posto de combustível, na Avenida Valparaíso, no Conjunto Palmeiras. A noite violenta na Capital reflete os altos índices de assassinatos que estão sendo registrados em 2017.


por Emanoela Campelo de Melo - Repórter
Diario do Nordeste
 Chacina deixa pelo menos seis mortos em casa de veraneio no Porto das Dunas, em Aquiraz

Chacina deixa pelo menos seis mortos em casa de veraneio no Porto das Dunas, em Aquiraz

Chacina deixa pelo menos seis mortos em casa de veraneio no Porto das Dunas, em Aquiraz
Uma festa em uma casa de veraneio no Porto das Dunas, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), terminou com seis mortos. Um grupo armado invadiu a residência e efetuou vários disparos em quem estava no local.


Todas as vítimas são homens. Os corpos estavam espalhados pelo gramado e pela varanda da casa. Conforme informações da Polícia Militar (PM), vítimas haviam alugado a residência.


Algumas pessoas que estavam na casa conseguiram fugir pulando o muro. A Polícia não soube precisar quantos conseguiram escapar do ataque. Ainda não há informações sobre os nomes das vítimas.


Há informações de que as vítimas e os executores pertenciam a facções criminosas rivais.


No WhatsApp, circulam áudios de supostos sobreviventes da chacina. Em um dos arquivos compartilhados, "Pelo o amor de Deus, liga para a Polícia. Eles foram atrás de tudinho. Eu fui rastejando, o resto que sobreviveu estava lá em cima. Eles mataram todo mundo", diz um homem.


Em em áudio é relatado que todos os suspeitos estavam encapuzados. Em outro arquivo, sete nomes são citados de possíveis sobreviventes.



O POVO Online
CHACINA DEIXA SEIS MOTOS E DOIS FERIDOS EM GUARULHOS, DUAS VÍTIMAS SERIAM DE POÇÃO, PE

CHACINA DEIXA SEIS MOTOS E DOIS FERIDOS EM GUARULHOS, DUAS VÍTIMAS SERIAM DE POÇÃO, PE

CHACINA DEIXA SEIS MOTOS E DOIS FERIDOS EM GUARULHOS, DUAS VÍTIMAS SERIAM DE POÇÃO, PE

SP - Com o rosto coberto por capuz, "criminosos assassinaram seis pessoas a tiros e feriram outras duas em Guarulhos", na Grande São Paulo, na madrugada de ontem. As vítimas da chacina tinham entre 24 e 55 anos – a mais velha era uma mulher. A principal suspeita da Polícia Civil é de que o ataque tenha sido motivado por ajuste de contas relacionado ao tráfico de drogas.
No momento do crime, as vítimas estavam bebendo em dois bares, um ao lado do outro, na entrada de uma favela que fica na Estrada Guarulhos-Nazaré. Era 1h40 quando os bandidos entraram com pistolas nas mãos. “Pelo que a gente soube, eles já chegaram atirando”, diz Marcelo Silva, primo deAdelson Leite da Silva, de 24 anos, o mais novo entre os mortos. “Meu primo estava bebendo em casa e tinha subido para pegar mais cerveja”, afirma. “Ele ainda estava do lado de fora e recebeu um tiro na cabeça.”
Um rapaz havia deixado o bar, onde bebia com amigos, segundos antes do ataque. Aos policiais, a testemunha relatou que estava descendo uma viela quando ouviu disparos de arma de fogo e começou a correr. Após olhar para trás, viu quatro pessoas encapuzadas, usando camisa preta e calça jeans, que atiravam contra as vítimas. “Foram muitos tiros, não dava para contar”, diz um vizinho.
Silva e outras quatro pessoas morreram na hora. À tarde, a Secretaria de Saúde de Guarulhos confirmou que a sexta vítima morreu minutos antes de ser transferida para um hospital. Raul Gomes de Brito Cavalcante Ramos, de 27 anos, havia sido alvo de quatro disparos na cabeça, tórax e abdome.
Única mulher entre os mortos, Maria da Conceição de Jesus Alves, de 55 anos, foi baleada na cabeça enquanto dormia em uma cadeira de plástico do bar. Ela trabalhava recolhendo material reciclável, segundo conta o amigo José da Silva. “Falei com ela à tarde, estava feliz. Tinha acabado de ganhar uma máquina de lavar do vizinho e ia vender o material”, diz. O sobrinho dela,Alecsandro de Jesus Alves, de 37, também foi assassinado no local.
As outras vítimas são John Lennon Pires de Carvalho, de 26 anos, e Vanderlei Cavalcante Ramos Melo, de 35. “Meu filho tentou correr, foi baleado e caiu do lado de fora. Depois, deram outro tiro nele”, diz Joaquim Carvalho, pai de John Lennon. Dos feridos, um recebeu alta e outro tem quadro estável.
Histórico
Entre os baleados, três têm passagem por roubo, receptação e desobediência, segundo a Polícia Civil. Também havia usuários de droga. No local, outro homem foi morto a tiros, há cerca de oito meses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
ISTO É



Assista aos Vídeos abaixo:
















Vídeos: SBT-RECORD-GLOBO-BAND





O Blog tentou contato com os familiares, porém sem êxito.
No decorrer do dia, tentaremos outros contatos.


Blog do Alberto Barbosa Jataúba Pernambuco
 BRIGA DE GANGUES Chacina da Granja Lisboa teria sido motivada pelo tráfico.

BRIGA DE GANGUES Chacina da Granja Lisboa teria sido motivada pelo tráfico.



Durante o confronto ocorrido no 'Carandiru', integrantes das duas gangues foram feridos ou executados

Cinco pessoas morreram e outras três ficaram feridas, uma delas em estado grave ( Foto: Naval Sarmento )

por Felipe Lima / Emanoela Campelo de Melo / Messias Borges - Repórteres

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As investigações da Polícia Civil acerca da chacina ocorrida na noite da última segunda-feira (20), na Granja Portugal, sugerem que o motivo do confronto que resultou na morte de cinco pessoas e deixou outras três feridas teria sido uma briga entre gangues que disputavam o território para prática de tráfico de drogas. A chacina ocorreu em um apartamento do Conjunto Habitacional Leonel Brizola, localizado na Rua José Martins e conhecido como 'Carandiru'.

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.Mortes em sequência se repetem na periferia

Quatro pessoas foram mortas no local e outras quatro ficaram feridas e foram encaminhadas à unidades de saúde. Uma delas não resistiu aos ferimentos e morreu logo após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bom Jardim; as outras três permanecem internadas, uma em estado grave.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), duas vítimas não residiam no 'Carandiru' e faziam parte do grupo de suspeitos que foi até o local para executar as pessoas que ali estavam. No entanto, houve um revide que desencadeou o confronto com mortos de ambos os lados.

As vítimas dos tiros fatais são Valdirene Nascimento Ribeiro, 21; Jeferson Nazário Gomes Oliveira, 23; Leonardo de Sousa Lopes dos Santos, 17; Alan Lima dos Santos, 20; e Francisco Max da Silva Ângelo, 19. De acordo com informações dadas pela PM à TV Diário, no local do crime, o chefe de uma das organizações criminosas que se confrontaram teria se deslocado até o apartamento para realizar a chacina e vingar o homicídio de um comparsa morto no bairro Bonsucesso, no último sábado (18).

Ao ser acionada para o local onde ocorreu o tiroteio, a Polícia constatou as mortes e apreendeu um veículo Ford Ecosport, de cor preta, placas HXH-8566, roubado no último domingo (19) e que pode ter sido utilizado pelo grupo criminoso, segundo a SSPDS. Após a ação, os suspeitos teriam fugido a pé e abandonado o carro em frente ao Conjunto Habitacional.

Conforme a nota emitida pela assessoria de comunicação da SSPDS, equipes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) estiveram no local realizando os primeiros levantamentos.

Apuração

No local foram apreendidas cápsulas de pistola calibre 380 e Ponto 40 e a Polícia percebeu que das oito vítimas, três mortos no local eram de uma mesma facção e o outro da quadrilha rival. Com isso, fica mais evidente a existência de um revide durante a "prestação de contas".

Em meio às diligências, a Polícia recebeu denúncias anônimas sobre a possível localização dos autores das mortes, que estariam escondidos em casas situadas na Rua Edson Martins, próximo ao local do crime, e apreendeu uma pistola calibre 380, sem munições, no telhado de um dos imóveis da rua. A arma passará por perícia para ser descoberto se foi utilizada na chacina da Granja Lisboa.

Quatro homens que estavam no imóvel foram conduzidos até o 12º DP (Conjunto Ceará) e, em seguida, levados para fazer exames residuográficos, no intuito de verificar se fizeram disparos de arma de fogo. Entretanto, segundo o delegado da DHPP que preside a investigação do caso, Fábio Torres, "não existiam fortes indícios da participação dos quatro homens no crime que permitisse a prisão em flagrante. Após fazerem o exame, não foram encontrados resíduos de pólvora nas mãos dos suspeitos e eles foram liberados".

Torres lembra que segundo depoimentos, "os envolvidos no crime já possuíam rixas anteriores". "Agora, a equipe de investigação está em busca de dois novos suspeitos que tiveram suas identidades apontadas por testemunhas, após reconhecimento por meio de fotografias", disse o delegado da DHPP. Até o fechamento desta edição, nenhum deles havia sido localizado.

Inquérito

O delegado geral da Polícia Civil, Everardo Lima, disse que acredita na elucidação da autoria. "Daqui a alguns dias teremos uma resposta sobre a autoria desse fato, até porque como envolveu várias vítimas, há um pouco mais de facilidade de chegar na autoria. Fica o indicativo que foi ação de grupo e a Polícia dará uma resposta à sociedade".

De acordo com informações obtidas pela reportagem, algumas das vítimas já tinham complicações com a Justiça. Jeferson Nazário Gomes Oliveira respondia a dez processos, sendo sete deles por roubo de veículo e de carga e os outros dois por receptação e adulteração de veículo automotor. Já Alan Lima dos Santos, 20, estava com um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. Valdirene Nascimento Ribeiro, 21, não tinha antecedentes criminais.

O diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Leonardo Barreto, ressalta que há indicativo de que as vítimas fossem envolvidas de alguma forma com a negociação de entorpecentes. "As informações que temos são preliminares e estão sendo checadas para haver um apontamento final", concluiu o delegado.

Diligências

"A equipe de investigação está em busca de dois novos suspeitos que tiveram suas identidades apontadas"

Fábio Torres
Delegado da DHPP



© Diário do Nordeste
CHACINA NO RIO GRANDE DO NORTE: Chefes do PCC no Ceará comemoram mortes

CHACINA NO RIO GRANDE DO NORTE: Chefes do PCC no Ceará comemoram mortes



No áudio, os presos dizem que a "guerra não acabou". Sejus afirma que os presídios do Ceará "estão tranquilos"

CHACINA NO RIO GRANDE DO NORTE: Chefes do PCC no Ceará comemoram mortes
Na tarde de ontem, patrulhas do Comando Tático Motorizado (Cotam) e do Grupo de Apoio Penitenciário (Gape), estiveram no Complexo Penitenciário Itaitinga II

O clima nos presídios cearenses era de aparente tranquilidade até o fim da noite de ontem depois das rebeliões durante o fim de semana nos sistemas penitenciários do Rio Grande do Norte e do Paraná, que resultaram em, pelo menos, 28 mortes. Ontem, um áudio atribuído à 'sintonia' (liderança) da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), no Ceará, comemorando a chacina em Natal, circulou nas redes sociais e deixou as autoridades cearenses de prontidão. Policiais do Comando Tático Motorizado (Cotam) e agentes do Grupo de Apoio Penitenciário (Gape) estiveram no Complexo Penitenciário de Itaitinga II, mas nenhum tumulto foi registrado.

O presidente do Conselho Penitenciário do Ceará, advogado Cláudio Justa, disse que "o Sistema (Penitenciário) está instável, mas é uma instabilidade controlada". A realocação de detentos nas unidades do Ceará, separando-os por facções, segundo ele, evitou um confronto e mortes, mas "não há garantias de que não vá estourar. Podem ocorrer mortes aqui como ocorreram no Rio Grande do Norte. Todos os estados devem ficar em alerta".

A transferência de presos nas unidades cearenses foi realizada um dia depois do massacre em Manaus, que culminou com 56 presos do PCC mortos por membros da facção rival Família do Norte (FDN). Uma semana depois, em Roraima, o PCC matou integrantes do Comando Vermelho (CV) e da FDN. No sábado, a organização criminosa paulista matou 27 integrantes do CV, FDN e Sindicato do RN, no Rio Grande do Norte.

Organizado

Sobre o áudio, Cláudio Justa disse existir uma "alta a probabilidade" de a gravação ter sido feita na Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) II, em Itaitinga. "O PCC é extremamente organizado e o corpo gerencial da facção usa esse tipo de mecanismo para comunicação entre seus integrantes. Tudo indica que seja verdadeiro", afirmou o advogado Cláudio Justa.

Uma fonte ligada ao Sistema Penitenciário cearense, que preferiu não se identificar, confirmou que o áudio havia sido gravado na CPPL III e distribuído via WhatsApp. Já a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) afirmou que "não há confirmação de o áudio ser de unidade do Sistema Penitenciário cearense". A Pasta disse ainda que o dia de ontem foi de tranquilidade nas unidades e as visitas transcorreram dentro da normalidade.

Na gravação, também conhecida entre os detentos como 'salve', dois presos que se identificam como 'Irmão Trovão' e 'Irmão Cigano' comemoram as mortes ocorridas na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Região Metropolitana de Natal e deixam claro que "a guerra (nos presídios e nas ruas) não acabou". No início da gravação, outro interlocutor diz que estão falando "diretamente da CPPL III, QG (Quartel General) do 15 (PCC)" e vão "dar um grito de guerra em vitória aos nossos irmãos do Rio Grande do Norte.

A palavra passa a 'Irmão Trovão'. Ele, inicialmente, se refere às mortes no Rio Grande do Norte e depois afirma que "nesse estado (Ceará) ainda temos como dar a volta por cima com inteligência e sabedoria e disciplina". A tática, segundo Trovão', é "batizar (fazer novos membros) em sigilo nas outras cadeias desse estado do Ceará".

O 'sintonia' do PCC diz que é necessário "ter cautela nas ruas". "Vamos vigiar os nossos bairros. O que nós perdeu, garanto a vocês que nós vamo recuperar, dia e noite nós vamos lutar (sic)". Em seguida, 'Irmão Trovão' faz uma oração e pergunta se alguém mais quer falar.

É a vez de 'Irmão Cigano'. Ele reforça a importância da vitória em Alcaçuz e faz ameaças. "Não pense nossos inimigos que estaremos de brincadeira. Quem tocar em um PCC, será morto. Se tocar em nossas famílias, receberão a resposta à altura, porque unidos!? Venceremos, respondem os outros presos. A gravação acaba aos gritos de "1533!? PCC", em alusão ao 'P', que é a décima quinta letra do alfabeto e 'C' a terceira.

Assassinados

26 detentos foram executados na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. Membros da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) seriam os autores


Diario do Nordeste