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Congresso aumenta idade limite para aposentadoria de servidores públicos

Congresso aumenta idade limite para aposentadoria de servidores públicos

O Congresso derrubou o veto da presidente Dilma e aumentou de 70 para 75 anos a idade limite para o servidor público se aposentar.

No fim das contas, o governo achou até bom porque, com o aumento da idade de aposentadoria dos servidores, haverá um alívio nas contas da Previdência.

E a sessão desta terça-feira (1º) também serviu para abrir caminho para a votação da meta fiscal, que foi adiada para esta quarta-feira (2) e é para autorizar a União a ficar com um rombo de quase R$ 120 bilhões nas contas.
Senado aprova novas regras para a aposentadoria

Senado aprova novas regras para a aposentadoria

Senado aprova novas regras para a aposentadoria

O Senado aprovou nesta quarta-feira (7) medida provisória que institui uma regra para aposentadoria que varia progressivamente de acordo com a expectativa de vida da população brasileira.A medida provisória já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e, agora, segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

O texto também autoriza a chamada "desaposentadoria", ou "desaposentação", que é a possibilidade de o aposentado que continuou trabalhando fazer novo cálculo do benefício, tomando por base o novo período de contribuição e o valor dos salários.

A possibilidade da “desaposentadoria” foi incluída pela Câmara, por meio de uma emenda, e gerará rombo à Previdência Social de R$ 70 bilhões em 20 anos, segundo o governo.

A MP que mudas regras para pedir a aposentadoria foi editada pela presidente Dilma Rousseff como uma alternativa à regra 85/95, aprovada, em maio, pelo Congresso Nacional e que pôs fim ao fator previdenciário.

A fórmula aprovada pelo Legislativo, na época, permitia aposentadoria integral quando a soma da idade e do tempo de contribuição atingisse 85, para as mulheres, e 95, para os homens.

A presidente Dilma Rousseff vetou esse cálculo, sob a justificativa de que aumentaria o rombo na Previdência Social, e editou a medida provisória com outras regras.

Pela MP de Dilma, a fórmula para calcular a aposentadoria varia progressivamente conforme a expectativa de vida da população – que, em tese, aumenta a cada ano - começando em 85/95.

Os parlamentares aprovaram uma modificação ao texto original do Executivo, para instituir uma condição mais benéfica ao trabalhador, mas que representará gasto maior aos cofres públicos.

Pela proposta da presidente, a cada ano, seria necessário um ponto a mais na soma para obter a aposentadoria. Em 2017, por exemplo, mulheres precisariam de 86 pontos e homens, de 96 – ou seja, seria adicionado um ponto. Em 2022, seriam cinco pontos a mais.

O texto aprovado pelos deputados, porém, prevê uma escala mais longa. A primeira alta na soma, de 85/95 para 86/96, seria em 31 de dezembro de 2018.

A partir daí, seria adicionado um ponto no cálculo a cada dois anos e não apenas um, conforme havia proposto a MP enviada pelo governo.

Essas alterações no texto foram feitas na comissão mista que analisou a MP antes de ela ir ao plenário da Câmara. O Planalto aceitou as modificações para garantir que o Congresso mantivesse o veto de Dilma à fórmula 85/95, o que ocorreu em setembro.

Pontuação
Veja abaixo como fica a pontuação mínima para homens e mulheres, em cada dois anos, para receber 100% do benefício de aposentadoria:

- Em 31 de dezembro de 2018: 86 para mulheres e 96 para homens (acréscimo de 1 ponto na fórmula 95/85)

- Em 31 de dezembro de 2020: 87 para mulheres e 97 para homens (acréscimo de 2 pontos na fórmula 95/85)

- Em 31 de dezembro de 2022: 88 para mulheres e 98 para homens (acréscimo de 3 pontos na fórmula 95/85)

- Em 31 de dezembro de 2024: 89 para mulheres e 99 para homens (acréscimo de 4 pontos na fórmula 95/85)

- Em 31 de dezembro de 2026: 90 para mulheres e 100 para homens (acréscimo de 5 pontos na fórmula 95/85)

Desaposentadoria

De acordo com a emenda acrescentada ao texto na Câmara e mantida pelo Senado, o aposentado que continuou a trabalhar poderá pedir um "recálculo" do benefício depois que tiver feito 60 contribuições ao INSS, posteriores à primeira aposentadoria.

O valor da aposentadoria mensal estará limitado ao teto estabelecido pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que atualmente é de R$ 4.663. Atualmente, o governo não admite que o segurado renuncie ao benefício recebido para pedir outro, com base em novas condições de contribuição e salário. Por isso, os aposentados que continuam trabalhando e contribuindo para o INSS têm recorrido à Justiça para garantir benefício maior.

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, em agosto do ano passado, dois ministros votaram contra a possibilidade de “desaposentação” – Dias Toffoli e Teori Zavascki –, enquanto outros dois votaram a favor- Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio Mello.

O julgamento foi interrompido, porém, por um pedido de vista da ministra Rosa Weber, que queria mais tempo para analisar a matéria. Desde então o processo não voltou à pauta do STF e as dúvidas sobre a possibilidade de recálculo continuam.

De acordo com a emenda acrescentada ao texto na Câmara e mantida pelo Senado, o aposentado que continuou a trabalhar poderá pedir um "recálculo" do benefício depois que tiver feito 60 contribuições ao INSS, posteriores à primeira aposentadoria.

O valor da aposentadoria mensal estará limitado ao teto estabelecido pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que atualmente é de R$ 4.663. Atualmente, o governo não admite que o segurado renuncie ao benefício recebido para pedir outro, com base em novas condições de contribuição e salário. Por isso, os aposentados que continuam trabalhando e contribuindo para o INSS têm recorrido à Justiça para garantir benefício maior.

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, em agosto do ano passado, dois ministros votaram contra a possibilidade de “desaposentação” – Dias Toffoli e Teori Zavascki –, enquanto outros dois votaram a favor- Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio Mello.

O julgamento foi interrompido, porém, por um pedido de vista da ministra Rosa Weber, que queria mais tempo para analisar a matéria. Desde então o processo não voltou à pauta do STF e as dúvidas sobre a possibilidade de recálculo continuam.Fonte: G1

Servidores do INSS no Ceará voltam atrás e decidem continuar em greve

Servidores do INSS no Ceará voltam atrás e decidem continuar em greve

Os sevidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Ceará, voltaram atrás na noite desta sexta-feira (25) e decidiram continuar a greve da categoria por tempo indeterminado. A decisão pelo fim da greve havia sido tomada nesta tarde, durante uma assembleia geral da categoria. 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado do Ceará (Sinprece) a decisão de permanecer em greve se deu em função do Governo Federal não ter assinado o acordo firmado com a categoria. A assinatura estava prevista para ocorrer nesta sexta, mas foi adiada para a próxima semana.

Reajuste
Na quarta-feira (23), os servidores cearenses haviam aceitado, em assembleia, a proposta de reajuste salarial de 10,8%. Eles votaram pelo fim da greve no estado e comunicaram ao comando nacional. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado do Ceará (Sinprece), os 2.500 servidores participam da greve mais uma parcela dos peritos.

Já os médicos peritos do INSS, em greve desde o dia 4 de setembro, continuam com a paralisação. Segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos em Previdência Social, ainda não há previsão de fim do movimento.Proposta do Governo Federal

Servidores de 19 estados, o Ceará, e o DF aceitaram a proposta de aumento do governo: 10,8%. Uma parte será paga em agosto do ano que vem e outra em janeiro de 2017.

Segundo o sindicato que representa os funcionários, 15 milhões de pessoas deixaram de ser atendidas nesse período de paralisação.

Os funcionários pediram reajuste salarial de 27,5%, a incorporação das gratificações, 30 horas de trabalho semanal para todos os funcionários, realização de concurso público e melhoria das condições de trabalho.*G1
Servidores do INSS no CE encerram greve; atendimento volta na terça-feira

Servidores do INSS no CE encerram greve; atendimento volta na terça-feira

Servidores do INSS no CE encerram greve; atendimento volta na terça-feira
Depois de 81 dias parados, os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Ceará, decidiram encerrar a greve. A decisão foi referendada em uma assembleia geral da categoria realizada na tarde desta sexta-feira (25), em Fortaleza. Apesar do fim da greve, a retomada do atendimento ao público ocorre apenas a partir da terça-feira (29). A segunda-feira (28) será usada para reestruturação e planejamento. Ainda vai ser definido – com o governo e com os grevistas – se haverá plantão para repor o tempo parado.

Na quarta-feira (23), os servidores cearenses haviam aceitado, em assembleia, a proposta de reajuste salarial de 10,8%. Eles votaram pelo fim da greve no estado e comunicaram ao comando nacional. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado do Ceará (Sinprece), os 2.500 servidores participam da greve mais uma parcela dos peritos.

Já os médicos peritos do INSS, em greve desde o dia 4 de setembro, continuam com a paralisação. Segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos em Previdência Social, ainda não há previsão de fim do movimento.Proposta do Governo Federal

Servidores de 19 estados, o Ceará, e o DF aceitaram a proposta de aumento do governo: 10,8%. Uma parte será paga em agosto do ano que vem e outra em janeiro de 2017.

Segundo o sindicato que representa os funcionários, 15 milhões de pessoas deixaram de ser atendidas nesse período de paralisação.

Os funcionários pediram reajuste salarial de 27,5%, a incorporação das gratificações, 30 horas de trabalho semanal para todos os funcionários, realização de concurso público e melhoria das condições de trabalho.*G1