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Anderson Silva contesta derrota para Bisping: 'É igual no Brasil, corrupção total'


Anderson Silva contesta derrota para Bisping: ‘é igual no Brasil, corrupção total'
Dessa vez o retorno não teve um final feliz para Anderson Silva. De volta ao octógono após ficar um ano afastado por ter sido flagrado em um exame antidoping, o brasileiro fez uma luta recheada de polêmicas com Michael Bisping e acabou sendo declarado como derrotado por decisão unânime dos juízes neste sábado, no evento realizado em Londres, casa do rival desta noite.

Ao ser entrevista ainda no octógono, Anderson fez questão de agradecer todos que prestigiaram o evento, sua equipe pela preparação, mas também cutucou os juízes, deixando no ar que ele teria vencido e até tentou comparar com a situação do Brasil.

"Quero agradecer a todos que vieram aqui assistir ao combate. Estou feliz por estar de volta em Londres, fazia muito tempo que não vinha para cá e consegui rever grandes amigos. Obrigado a todos do meu time. Brasil, não tem como vencer, eles tiram, vocês viram. Missão cumprida, às vezes, não. É que nem no Brasil, corrupção total", reclamou Anderson Silva.

E não foi só Anderson Silva que teve esse pensamento. Em entrevista pós-combate, Dana White, presidente do UFC, admitiu que também marcou vitória para o brasileiro por três rounds a dois.

"Anderson Silva achou que tinha ganhado, mas Herb Dean não parou a luta. E você tem que ir para cima. Eu tenho que assistir de novo. Mas mesmo com a luta indo até o final, eu achei que o Anderson Silva ganhou", disse o chefão do UFC.

O momento recordado por Dana White aconteceu no final do terceiro assalto, quando Anderson acertou uma joelhada voadora em Bisping, que foi ao chão. O brasileiro então saiu comemorando a vitória, mas o inglês acabou sendo salvo pelo gongo, já que Spider não foi para cima para terminar o combate.

"Ele estava comemorando em cima das grades, mas todos estavam gritando que a luta não havia acabado. Foi uma loucura. Uau! Que noite estranha!", completou White.
Weidman nocauteia Vitor Belfort no 1º round

Weidman nocauteia Vitor Belfort no 1º round

Weidman nocauteia Vitor Belfort no 1º round

Não foi desta vez que o Brasil retomou o cinturão dos pesos médios do UFC. E tudo por conta de um cara que definitivamente pode ser chamado de ‘Assassino de Brasileiros'. Chris Weidman não quis nem saber de toda a história de Vitor Belfort no mundo das lutas e manteve o título com um nocaute ainda no primeiro round.

Apesar do nocaute rápido, a luta não foi assim tão fácil para Weidman. Vitor Belfort chegou a flertar com o cinturão quando encaixou uma ótima sequência de golpes ainda no comecinho do combate. O norte-americano, porém, sobreviveu no clinch e foi para o jogo de segurança, conseguiu a queda e acabou com a história no ground and pound.

"Foram bons golpes, mas eu já sofri desses na academia", disse Weidman sobre a sequência do brasileiro. "Eu tinha programado na mente que seria uma luta agarrada. Mas quero uma salva de palmas para Vitor Belfort, ele é uma lenda do esporte. Eu sou a última pessoa que gosta de falar mal dos outros, só tinha algo de errado com seus testes. Mas não quero xingar ninguém", completou, acabando com a animosidade pré-luta entre os dois - eles chegaram a se xingar bastante durante a pesagem.

Weidman, definitivamente, se reafirma como um grande campeão do UFC. O curioso é que só nesta luta ele conseguiu o status e o prestígio que um dono de cinturão merece. Até por isso, desabafou depois de mais uma vitória. "Parem de duvidar de mim. Entrem para o meu time. É o último convite que faço", disse.

O norte-americano segue perfeito na carreira. São 13 vitórias agora em 13 lutas. As últimas quatro diante de brasileiros e na disputa por cinturões - duas diante de Anderson Silva, uma contra Lyoto Machida e a contra Vitor Belfort nesta noite. Seu próximo rival tem tudo para ser Luke Rockhold, que esteve durante toda a semana em Las Vegas para acompanhar a disputa de perto.

Já Vitor Belfort não consegue fazer as duas coisas que tanto queria: ser campeão do UFC pela terceira vez - e na terceira categoria diferente - e deixar de vez para trás as dúvidas quanto seu potencial sem o uso de TRT, que foi proibido no ano passado. Aos 38 anos, ele já deixou a aposentadoria no ar durante a semana. Pode ser uma opção, já que ele teria que reiniciar toda a corrida pelo título.*MSN