O
Ministério Público Federal informou nesta sexta-feira (14) que Marcos Valério e
o ex-advogado dele, Rogério Tolentino, foram condenados pela Justiça Federal em
Minas Gerais, no processo que apura um suposto esquema de corrupção no estado,
em 1998 - conhecido como mensalão do PSDB mineiro.
Cada
um foi condenado a quatro anos de prisão. Valério por corrupção ativa. E
Rogério Tolentino por corrupção passiva.
De
acordo com a denúncia, Tolentino que era juiz do Tribunal Regional Eleitoral à
época, teria recebido R$ 300 mil para favorecer o então candidato ao governo de
Minas, Eduardo Azeredo, atual deputado federal pelo PSDB, e o então candidato a
vice, Clésio Andrade, atual senador pelo PMDB.
O
advogado de Valério declarou que vai recorrer da decisão. O advogado de
Tolentino não foi localizado.A
assessoria da Justiça Federal não confirmou a sentença e informou que ainda não
teve acesso aos autos.
Como
tem foro privilegiado, Eduardo Azeredo e Clésio Andrade respondem a processo no
Supremo Tribunal Federal.
Na
semana passada, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, denunciou
Azeredo pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. E pediu a condenação
dele a 22 anos de prisão.
No
dia da denúncia, Azeredo divulgou nota reiterando sua inocência e que as
questões financeiras da campanha não eram de sua responsabilidade.
O
deputado Eduardo Azeredo disse que, como não é réu no processo em Minas Gerais,
não vai comentar a condenação de Marcos Valério e de Rogério Tolentino.
A
assessoria do senador Clésio Andrade declarou que, na época, ele não ocupava
nenhum cargo público e não tinha qualquer vínculo societário com Marcos Valério
ou com as agências de publicidade dele.
G1

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