O caso estava sob investigação nos últimos seis meses, após uma denúncia apontando que diversos materiais estavam sumindo dos galpões da empresa. Ontem, a Polícia Civil chegou até Lucivan de Sousa (27), funcionário que trabalhava nas obras. Ele assumiu que estava roubando os materiais e repassando para seu cunhado, José Queiroz da Silva (45), dono de um depósito de materiais de construção. Nenhuma foto dos suspeitos foi divulgada.
Em depoimento, o suspeito disse que o esquema aconteceu durante os últimos dois anos. Ele foi liberado, mas seu cunhado permanece preso por receptação. Com ele foram encontrados duas toneladas de ferro, estrutura de andaimes trazidos da Noruega, vergalhões de aço, carros de mão, mangueiras, entre outros equipamentos. O material apreendido ontem tem um valor estimado em R$ 500 mil.
A Polícia Civil afirmou que continuar a investigar o caso para descobrir o nome de outros possíveis envolvidos e o valor do rombo às obras. A empresa responsável pelas obras não comenta o caso.
As obras devem ser concluídas até o próximo ano. Em Mauriti, onde o material foi apreendido, o trabalho foi paralisado em 2014 e 2015 durante uma greve dos trabalhadores. Entretanto, a situação foi normalizada. Em dezembro, Camilo Santana assinou um termo de compromisso com o Ministério da Integração Nacional para o repasse de um recurso no valor de R$ 9,3 milhões parao abastecimento de água de comunidades rurais do Ceará.

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